Enfermeiros de Parnaíba entram em greve por tempo indeterminado nesta segunda-feira (01)

Por: Maurício Costa
Publicado em 01/06/2026 às 11h09

Profissionais da enfermagem da rede municipal de Parnaíba iniciaram, nesta segunda-feira (01), uma greve geral por tempo indeterminado. O movimento foi convocado pelo Sindicato dos Enfermeiros, Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do Estado do Piauí (Senatepi), que reivindica a elaboração e o encaminhamento do Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações (PCCR) específico da categoria. A concentração dos trabalhadores foi iniciada em frente à Prefeitura de Parnaíba, a partir das 7h.

Segundo o sindicato, a paralisação foi decidida após meses de negociações sem resultados concretos. A entidade afirma que a gestão municipal havia assumido o compromisso de construir uma proposta de plano de cargos para os profissionais da enfermagem, mas o processo não avançou desde a última mobilização realizada pela categoria.

De acordo com Kelsa Carvalho, representante do Senatepi, a greve foi aprovada pelos trabalhadores após sucessivas tentativas de diálogo. “Nós estamos há sete meses negociando um plano de cargo e salário. A gente senta, conversa, mas verdadeiramente não sai do lugar. Depois de sete meses, a categoria achou por bem fazer uma greve por tempo indeterminado”, declarou.

De acordo com o sindicato, além da demora na elaboração do PCCR, a categoria também questiona a exclusão dos profissionais de enfermagem do reajuste concedido a outras categorias do funcionalismo municipal por meio da Lei Municipal nº 4.072/2025. Para a entidade, a promessa de criação do plano de carreira teria sido utilizada como justificativa para deixar enfermeiros, técnicos e auxiliares fora da recomposição salarial.

A discussão sobre remuneração e carreira dos profissionais da enfermagem em Parnaíba não é recente. Em outubro de 2025, a categoria realizou uma paralisação de 72 horas reivindicando reajuste salarial e a implementação do plano de cargos e salários.

Na ocasião, o sindicato informou que enfermeiros, técnicos e auxiliares da rede municipal acumulavam mais de duas décadas sem reajuste salarial próprio. A reivindicação também incluía profissionais que atuam na Estratégia Saúde da Família, no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), nos serviços de urgência e emergência e nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Durante o movimento, a Prefeitura de Parnaíba informou que avaliava o impacto financeiro de uma possível recomposição salarial para os profissionais da saúde. O então secretário municipal de Saúde, Thiago Judah, afirmou que a administração mantinha diálogo com a categoria, mas alegou limitações orçamentárias para contemplar todos os servidores naquele momento.

O Senatepi informou que a greve iniciada nesta segunda-feira segue as exigências previstas na Constituição Federal e na Lei nº 7.783/1989, conhecida como Lei de Greve. Segundo a entidade, os órgãos competentes foram comunicados previamente sobre a paralisação.

O Portal O Dia entrou em contato com a Prefeitura de Parnaíba nesta segunda-feira (02) para obter um posicionamento sobre as reivindicações apresentadas pelo sindicato e os impactos da greve nos serviços de saúde do município, mas não recebeu retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto.

Fonte: PortalODia



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